A vida que exibimos nas redes sociais raramente é a vida que vivemos. Ela é, quase sempre, uma versão editada, cuidadosamente iluminada, filtrada e enquadrada para consumo público. Não se trata apenas de vaidade: trata-se de construção de personagem. Nas redes, não mostramos o cotidiano — encenamos. A alegria aparece sem o tédio que a antecede. O sucesso surge sem o medo do fracasso. O corpo vem sem a dor, a disciplina, o cansaço. O casal feliz não publica o silêncio constrangedor, a discussão repetida, a solidão a dois. O profissional realizado não mostra a ansiedade noturna nem a sensação persistente de inadequação. O feed é o palco; a vida real fica nos bastidores.
A vida fictícia nas redes sociais e a vida real nos bastidores
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