A mente em estado de samba: entre o delírio e a liberdade

O Carnaval não é apenas uma explosão de cores, ritmos e corpos em movimento. Ele é, antes de tudo, um acontecimento psicológico coletivo — um momento em que a sociedade suspende provisoriamente sua lógica de controle para permitir que a vida respire em estado de excesso. Vivemos grande parte do ano sob o império da disciplina: horários, produtividade, hierarquias, moralidades, expectativas sociais. Somos treinados a conter impulsos, administrar emoções, medir palavras, ajustar comportamentos. Nesse regime permanente de autocontrole, o sujeito moderno corre o risco de se tornar rígido, cansado e emocionalmente anestesiado. O Carnaval surge, então, como um antídoto simbólico a essa rigidez.

Compartilhe isso: