Intimidade artificial: estamos trocando pessoas por algoritmos?

Em 2026, chatbots (programas de computador projetados para simular uma conversa com usuários humanos por meio de texto ou voz) estão passando de ferramentas para companheiros, confidentes, conselheiros e até parceiros afetivos. Uma pesquisa divulgada em setembro pelo Imagining the Digital Future Center indica que 27% dos adultos americanos que usam internet já mantêm interações sociais com IAs.A própria American Psychological Association colocou “AI chatbots and digital companions” entre as grandes tendências psicológicas de 2026, observando que relações sintéticas estão sendo usadas para satisfazer necessidades humanas de conexão e que o uso excessivo pode estar associado a maior solidão e erosão de habilidades sociais. E o fenômeno está avançando para uma questão ainda mais profunda: o que acontece quando uma máquina consegue nos oferecer atenção, validação e disponibilidade emocional quase ilimitadas?

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