As expressões “esquerda” e “direita” com sentido ideológico nasceram em um momento bem específico da história – e, curiosamente, por um detalhe físico e espacial, não teórico. Elas surgiram na França, em 1789, durante a Revolução Francesa, mais precisamente nos debates da Assembleia Nacional Francesa, formada após a convocação dos Estados Gerais.
Durante as discussões sobre os poderes do rei, o veto real, e a própria ordem social, os deputados passaram a se sentar de forma espontânea: À direita do presidente da Assembleia sentavam-se os defensores do rei, da tradição, da Igreja e da hierarquia social. À esquerda, ficavam os críticos da monarquia, favoráveis a reformas profundas, à soberania popular e à igualdade civil.
O rei em questão era Luís XVI. Esse arranjo físico acabou virando uma categoria política permanente. Assim, o significado original desses dois termos quando surgiram, em 1789, era: Direita: defesa da monarquia, da ordem tradicional, da religião e dos privilégios das classes sociais dominantes; Esquerda: mudanças, reformas, ruptura com o antigo regime, ampliação dos direitos civis.
