TRABALHO COM ALMA

O escritório dos meus sonhos!

Texto de Luis Pellegrini

Embora cheio de compromissos, cometi pela enésima vez o erro de não saber dizer não: Aceitei um trabalho apenas para atender o pedido insistente de um amigo. Seria a simples tradução de um texto técnico, na área de marketing e economia. Mas, quando examinei o material, vi que era complicado e muito chato e, pior que isso, o tema não me interessava em absoluto. Como ainda sou daqueles para quem promessa é dívida (embora, às vezes – aviso aos navegantes – esqueço as promessas que fiz…) não houve remédio. Arregacei as mangas e mergulhei na tarefa. Ela foi adiante a passo de tartaruga, nas poucas horas de folga, consumindo muita energia para produzir quase nada. Meus níveis de  irritação e desprazer foram subindo e, quando comecei a ouvir lá dentro a voz de um diabinho a sugerir que jogasse toda aquela papelada pela janela, entendi que era hora de dar uma pausa, desligar o computador e sair às ruas.

É sempre assim: minha alma se rebela e se recusa a participar quando faço alguma coisa que, na verdade, não quero fazer. Ela fica recolhida lá no fundo, amuada e resmongona, repetindo sem parar que já passei da idade onde ser incoerente consigo mesmo é um direito e, em certas situações, até um dever.

Luis saindo para o trabalho

O antídoto, nessas situações, é oferecer a ela algum presentinho bem bonito. Minha alma não resiste a essas seduções baratas. E era esse presentinho que eu procurava, a caminhar pelas ruas do bairro paulistano dos Jardins. Dei sorte. Na fachada de um casarão, uma vitrine exibia uma bela e farta coleção de peças de cerâmica artesanal. Resolvi entrar. Lá dentro, deparei com uma cena inusitada: sentada ao redor de uma grande mesa, uma dezena de idosos, cabecinhas brancas, se aplicava à produção de cerâmicas. Uns modelavam o barro, outros pintavam, alguns envernizavam grandes pratos que voltariam ao forno para o cozimento final. Entendi. Aquilo não era apenas uma loja, mas sim um atelier-escola para senhoras e senhores aposentados do bairro. Havia uma música suave no ar, alguns alunos conversavam animadamente, outros pareciam completamente absortos no trabalho. A professora e dona do atelier – Cecília Laserre Felippe – ia e vinha, dando instruções, fazendo críticas bem-humoradas, elogiando os acertos.

O ateliê dos aposentados felizes

É agora, pensei, vou tirar minha alma do buraco. “Venha, venha ver como eles estão pondo as próprias almas naquilo que fazem”, comecei a chamá-la como quem fala a uma menina caprichosa. E ela, vencida pela curiosidade, foi aflorando, observando tudo através dos meus olhos, e deu-se afinal por satisfeita. Mesmo assim, não deixou de espetar-me com uma pergunta: “E você, por que não deixa de ser tonto e passa a trabalhar só nas coisas onde eu possa mergulhar inteira?”

Não esbocei nenhuma reação. De nada adiantaria. Meu ego, chegado a um sacrifício, já aprendeu que nem sempre é possível fazer apenas o que se quer. Mas a alma – como toda alma, creio eu – só quer saber das coisas que lhe dão prazer. Fico quieto diante das suas exigências e, quanto mais os anos passam, mais percebo que é mais sábio tentar satisfaze-las. Até por que sei muito bem que, sem ela, tudo que faço fica chocho e desencantado. Fica, como se costuma dizer, sem alma.

Quando enfrento essas rebeliões da minha alma, tenho apenas um consolo: saber que não sou o único. A maioria das pessoas, no conturbado mundo moderno, passa com frequência pelo mesmo penar. Nossa orgulhosa civilização da tecnologia, da produtividade e do consumismo insustentáveis privilegia os valores do corpo, da mente racional e da matéria em geral, mas se esquece de nutrir as necessidades da alma. Como resultado, trabalha-se muito, produz-se muito, consome-se muito, mas toda essa azáfama quase sempre só deixa um ranço de insatisfação e descontentamento.

Olhem só o que está acontecendo no Primeiro Mundo: a queda na produtividade – e conseqüente redução dos lucros – foi o sinal de alerta que fez grandes companhias americanas sair do torpor e acordar para o fato de que algo sério estava acontecendo com os seus empregados. Logo a seguir vieram  relatórios dos departamentos de recursos humanos, apontando para um aumento sinificativo de comportamentos anômalos e de atitudes negativas nas equipes de funcionários. O leque desses problemas era muito amplo: desmotivação para o trabalho; alienação em relação à proposta e objetivos da empresa; aumento de casos de depressão, claustrofobia e outros medos, de estresse e fadiga crônica; maior dificuldade de comunicação e de relacionamento entre as pessoas; maior incidência de comportamentos morais negativos como delações maldosas, tendência a fofocas caluniosas e a falar mal dos outros pelas costas.

Trimmm! Bom dia. Hoje é segunda feira, são 8 horas da manhã.

O quadro geral revelava uma situação de séria crise da relação trabalhador/trabalho. Consultores especializados foram rapidamente chamados para estudar as causas e implicações do fenômeno e apontar soluções. Um deles, Alan Briskin, consultor empresarial em Oakland, Califórnia, começou por solicitar a grupos de trabalhadores que desenhassem a si próprios como se sentiam no ambiente de trabalho. Resultado: muitos representaram a si próprios fora do trabalho, passeando na rua, na praia, jogando futebol; vários outros se retrataram em situação de claro desconforto, dentro de gaiolas, atrás de grades, com algemas nos pulsos ou bolas de ferro atadas aos tornozelos. Mais da metade dos desenhos revelava, de um modo ou de outro, situações de desprazer ou de alienação em relação ao trabalho. Um outro consultor, Martin Rutte, de Santa Fé, Novo México, reuniu grupos de trabalhadores e a cada um deles fez as mesmas perguntas. Uma delas, “quantos de vocês acham que estão perdendo o juízo?”, invariavelmente fazia com que metade da audiência levantasse a mão.

Ao final da pesquisa, o diagnóstico dos consultores era unânime: vivia-se uma crise sem precedentes de perda da credibilidade que o trabalhador deve depositar nas possibilidades do seu trabalho.

As causas? Em primeiro lugar apareceram as óbvias, relacionadas aos efeitos desmoralizantes da grande crise atualmente em curso da sociedade capitalista mundial. Mega-empresas, há décadas inseridas numa rota de expansão e gigantismo, vêem-se agora obrigadas a reduzir seu tamanho, a cortar pessoal, reduzir os dividendos dos acionistas e a participação financeira dos empregados. O advento da globalização, o acirramento da competitividade entre os vários blocos dos países produtores, a exaustão de vários mercados consumidores, a revolução da informática que automatiza as empresas e provoca forte desemprego, também são fatores que convergem para a desmotivação.

Trabalhar é estar pertinho do céu.

Mas esses fatores não são os únicos. Por trás deles há um outro, ainda mais insidioso, a corroer a fé e a confiança no trabalho, e a roubar o prazer que todo trabalhador deve extrair da sua atividade: a retração da alma. Trabalho sem alma torna-se, mais cedo ou mais tarde, trabalho infeliz.

O mesmo Alan Briskin foi um dos primeiros a pôr o dedo na ferida: “Nas nossas empresas, a alma de muitos trabalhadores está adormecida. Isso é o mesmo que dizer que uma parte fundamental da pessoa está adormecida”. Allan Cox, presidente da Berryman Communications Company, importante empresa especializada em novos conceitos de artigos esportivos, também foi direto ao ponto: “As pessoas estão voltando à velha idéia de que pôr o coração naquilo que se faz, e não se limitar apenas à racionalidade, é o caminho certo a seguir”. Pôr o coração naquilo que se faz tem a ver, diz Allan Cox, com liberar o talento e a criatividade do trabalhador. Com o passar a vê-lo não apenas como uma simples engrenagem da grande máquina empresarial, mas sim como aquilo que ele realmente é: um ser vivo, inteligente, sensível e criativo. Um ser dotado não apenas de corpo e mente, mas também de alma. Todos essas partes têm suas exigências, que não podem ser esquecidas.

O consenso em relação a tudo isso rapidamente se generalizou. Judi Neal, professora de gerenciamento na Universidade de New Haven e editora do jornal Spirit at Work (“O espírito no trabalho”), fez uma colocação definitiva: “Os velhos métodos não funcionam mais. Se qualquer uma das velhas organizações e instituições quiser continuar, vai ter de se transformar radicalmente. Esta não será uma transformação de estrutura e sim de valores. De valores que dizem respeito ao coração e à alma. Será preciso criar condições que permitam ao corpo, à mente e ao espírito do trabalhador crescer e prosperar. Só isso poderá fazer com que ele melhore seu desempenho e opere com mais criatividade e flexibilidade”.

Como fazer para que essa transformação aconteça? As grandes empresas capitalistas não brincam em serviço quando se trata de resolver um problema que afeta os lucros. Rapidamente foi criada uma nova categoria profissional denominada transformational thinker (“pensadores transformativos”) para atuar junto aos trabalhadores. Quem são eles? Parece mentira, mas é verdade: são poetas, escritores, professores de ioga, meditação, artes marciais, nutricionsitas, psicólogos, e até regentes de orquestra. Um destes últimos, Benjamim Zander, regente da Filarmônica de Boston, foi chamado por várias mega-empresas para ensinar filosofia da regência musical a altos executivos e diretores. Ele explica: “O papel de um maestro é exatamente reunir muitas pessoas e formar com elas um conjunto harmonioso que parte da energia de cada um dos membros. A competência de um regente mede-se pela sua habilidade de conferir poder e autoridade aos outros – exatamente aquilo que um líder empresarial deveria fazer”.

Esqueci minha máscara em casa!

Zander afirma que, condicionados a trabalhar de modo mecânico e repetitivo, usando apenas a atenção mental, os trabalhadores tendem a enfatizar apenas as capacidades dos seus cérebros, e a deixar de lado a força do seu espírito e da sua imaginação. “Quando eles entendem o que é fazer música, aprendem que as coisas não têm necessariamente que ser feitas todas as vezes do mesmo modo. Quando se experimenta o efeito visceral e a excitação de fazer alguma coisa de modo diferente, isso se traduz rapidamente em pensamentos e atitudes inovadoras”.

Outro pensador transformativo que não dá mais conta dos chamados que recebe é o poeta David Whyte. Que faz ele? Injeta com vigor a sua própria poesia e a de outros grandes autores nas mentes e nos corações dos trabalhadores. “É preciso envolver as pessoas de modo passional, e é este o papel da poesia”, diz Whyte. Nos seus encontros poéticos ele encoraja os trabalhadores a mergulhar fundo em suas psiques em busca da matéria bruta que lhes permitirá criar novas formas. Ou seja, os conduz exatamente no mesmo processo que todos os artistas utilizam para criar obras originais. “A poesia”, completa Whyte, “libera os reais sentimentos das pessoas, as ajuda a assumir riscos, permite que elas se abram a experiências novas, que se excitem com as mudanças e que não permaneçam aterrorizadas diante delas”.

Enquanto algumas empresas tentam aquecer a alma dos seus funcionários proporcionando-lhes o estímulo das artes, outras experimentam os caminhos do corpo e da espiritualidade. A Phelps-Dodge, por exemplo, mega-empresa de mineração de cobre com sede no Arizona, organizou atividades de ioga, meditação e relaxamento  para todo os seus empregados, inclusive os próprios mineiros. Essas atividades são praticadas no decorrer da jornada de trabalho, a intervalos regulares, e os primeiros resultados são bem animadores.

“Tudo isso é lindo, mas é coisa de país desenvolvido. Como implantar essa mentalidade num país como o Brasil, onde a maioria das pessoas ainda trabalha pela simples subsistência?”, reagiu um amigo cético a quem falei do assunto. Ele tem uma certa razão. Embora já existam empresários brasileiros sensíveis a essa tendência, ainda temos aqui um longo caminho a trilhar para trazer a alma de volta ao trabalho.

Mas, se no aspecto coletivo não se pode fazer tudo já, por que não começarmos individualmente, na nossa vida pessoal do dia-a-dia? “Nesse sentido”, pondera Martin Rutte, “a grande mudança é deixar de considerar o trabalho apenas como uma atividade que provê segurança e sobrevivência, e passar a entendê-lo como um modo de vida que tambem nutre a alma”.

OS MANDAMENTOS DO TRABALHO COM ALMA

1. Redescubra a sua paixão profissional. Reflita em profundidade: Por que sou secretária\médico\operário\jornalista\dona de casa\ bailarina? Vocação é fundamental. Se as circunstâncias lhe obrigam a fazer um trabalho que pouco ou nada tem a ver com você, e uma mudança imediata não é possível, paciência. Lembre-se que na vida e no mundo toda moeda tem duas faces, uma escura, a outra luminosa. Descubra o lado luminoso daquilo que você faz e agarre-se a ele.

2. Aprenda a examinar e a gostar do que você faz. Reflita: quantas pequenas e grandes experiências positivas seu trabalho lhe traz. Não permita que o cinismo tome conta da sua mente e do seu coração.

3. Encare o trabalho como um chamado. Transforme-o num caminho de busca espiritual e você se sentirá mais pleno.

4. Não leva as coisas tão a sério. O excesso de preocupação – mesmo quando se trata de assuntos importantes – pode ser mais desgastante do que o próprio trabalho.

5. Mantenha a calma diante da crise. Dê um passo atrás, relaxe. Tente elaborar uma visão de conjunto da situação.

6. Confie na sua intuição. Deixe-a fluir. Perceba os sinais que vêm do seu coração e procure descobrir aquilo que é realmente importante para você.

7. Quanto mais você aprende a respeito de si mesmo e descobre as coisas que realmente funcionam para você, mais centrado e equilibrado você estará.

8. Focalize o seu próprio caminho espiritual. Aprenda a distinguir entre religiosidade e espiritualidade. Sandy Aquila, de Omaha, consultora especializada em técnicas corporais, tem um jeito simples de definir espiritualidade para seus alunos: “Para mim, espiritualidade é o refinamento do coração através da purificação do corpo, da mente e das emoções, de modo que possamos realizar nosso maior potencial. Ser honesta comigo mesma – redefinir minhas motivações, parar de negar a mim mesma, vencer os monólogos negativos, libertar-se das dores passadas – tudo isso me ajuda a estabelecer uma maior conexão com Deus e com o centro mais profundo de mim mesma. Presto atenção àquilo que como, aos meus pensamentos, afetos e emoções, às meditações, ao meu trabalho, a tudo que diz respeito à minha vida e pergunto: ‘Quais são as verdades profundas nesses aspectos da vida que permitem o contato com meu espírito, e quais aquelas que impedem ou atrapalham esse contato?”

9. Para ser espiritual você não precisa, necessariamente, pertencer a uma religião. Há um segredo na vida espiritual. Ele está condensado num verso do grande poeta espanhol Antonio Machado: “Caminhante, não há caminho. Faço o meu caminho ao caminhar”. Simplesmente, vá em frente. Com prudência e discernimento, olhando bem onde põe os pés – de preferência sempre em terra firme.

10. Encare de frente os seus medos. Escreva quais são eles. Confrontar os medos e fobias interiores ajuda na sua superação.

11. Meditar para contra-atacar o estresse. Há dezenas de técnicas de meditação. Mas todas elas têm a ver com a criação de um centro calmo e tranqüilo no seu íntimo. Um oásis interior, onde você pode se refugiar sempre que queira, e sempre que precisar reorganizar suas energias. Reserve de 15 a 30 minutos diários para meditar.

12. Busque saber com clareza qual é a sua missão na vida. Isso irá lhe sustentar, mesmo em tempos difíceis.

13. Seja excelente; procure dar o melhor de si. Quando você domina a sua atividade em nível máximo, e de modo contínuo, isso lhe traz um sentimento de profunda realização. E não esqueça: os outros costumam reagir positivamente em relação aos que amam aquilo que fazem e que procuram fazê-lo bem.

14. Crie um grupo de ajuda mútua. Reúna amigos e colegas que pensam de forma parecida, para discutir temas espirituais bem como tudo aquilo que você gostaria de ver modificado no ambiente de trabalho.

15. Preste atenção ao seu corpo. Nos momentos de estresse, respire profundamente e com calma, ou dê um passeio para aliviar a tensão.

16. Nunca perca uma chance de apreciar a beleza, não importa onde ela se apresente, e nem de produzir coisas belas. Seja o escultor de si mesmo: transforme-se, em todos os sentidos, num ser belo. A beleza é o melhor alimento para a alma.

Eu e meu amigo Eduardo Araia, na próxima encarnação, ingressando no mercado de trabalho.

Comentários

comentários

7 ideias sobre “TRABALHO COM ALMA

  1. Gladys Rivers-Moore

    J’ai découvert, depuis peu, ton blog. Je lis donc, quotidiennement, tes articles qui ont paru, il y a un moment déjà.

    Je suis très heureuse dans mes lectures, et je voulais te dire que tous tes textes nourrissent mon âme, qu’ils me donnent beaucoup de joie.
    Je te remercie, Luis, pour tous ces moments de bonheur…

  2. Walter Sasso

    Seu texto lembra a pratica do Tai chi chuan e o contato com a realidade concreta que ele propicia. O estar no aqui e agora , harmonizado e integrado não só com todo o ser, mas com o universo. Trata-se de uma pratica que envolve auto cultivo, auto conhecimento e integração. Sou professor de Tai chi chuan e Nei Gong em São Paulo e autor do livro:
    “Tsuru Li” Tai chi chuan – editora Ìcone – http://www.iconeeditora.com.br

    Um abraço e meus cumprimentos pelo blog e pelo texto.
    Walter Sasso

  3. Daniel M Moreira

    É Luis, realmente me senti um peixe fora d’água ao ler o texto. Fico aqui me questionando a quem ele realmente servirá? Moto-boys? Não!, Boias-frias? Não!, Motoristas de ônibus e taxis? Não! Caminhoneiros? Não!, Diaristas e lavadeiras, catadores de lixo, Garis,bancários, Não! Acho que estou precisando dar um passeio ai pelo “bairro paulistano dos Jardins”, talvez eu entenda a profundidade do direcionamento que você orienta à partir da falida experiência americana que você tanto cita. É lamentável que os interesses de pessoas são sempre suplantados por opiniões elitistas e conservadoras.Abraço

  4. TerezaKawall

    Oi Luís, aqui vos fala a sua fã number one!
    que delícia de texto, adorei!!
    Sobreviver daquilo que se sabe e gosta de fazer é uma forma sólida de felicidade.
    e não ser o que se é, ao contrário, infelicidade na certa.
    Sempre penso nos artistas e filosofos, que afinal não colocam a questão financeira na frente das questões pessoais, da realização da alma. Sim, há um preço a pagar, mas e o “outro” preço?
    adorei a foto dos 2 mosqueteiros tb!
    Vocação vem de ” vocare”, o chamado do coração.
    E aqui vai meu beijo em vosso coração,
    La Kawall

  5. Maíra

    Pellegrini, gostei muito do texto. Me fez refletir que muitas vezes eu esqueço de alimentar minha alma. Tem dias que chego cansada fisicamente em casa e fico com preguiça de reservar um tempo para mim mesma. O resultado: parece que no dia seguinte estou mais cansada ainda. Hoje, assim que chegar em casa vou reservar uns minutinhos para ensinar desenho a minha irmã. =)
    E também quero comentar que adoraria trabalhar no seu escritório dos sonhos. Notei que muitas pessoas, inclusive eu, têm os “cliques” na cabeça bem na hora em que estão relaxando. Se não me engano algumas empresas como a Microsoft e a Apple têm salões de videogames, alas com pracinhas etc só para que seus funcionários exercitem a criatividade!
    Vou tentar seguir suas dicas no dia a dia!
    Beijos
    Maíra

  6. Janaina Montenegro

    Lindo, meu querido, seus pensamentos sobre o assunto. E, inevitavelmente, voltei-me para minhas experiências….

    Mas sabe, Pellegini, depois que tive meu renascimento em 2007,após um câncer de mama, no momento em que minha filha estava com 2 anos e para completar uma separação conjugal, percebo hoje que nada, nada vale a pena se não for comandado pelo meu coração.

    Não por medo ou outro motivo qualquer, mas por ter aprendido que essa nossa passagem é pequena demais para perdermos tempo com a falta de perdão, tristeza, mágoa, fazer o que não se gosta, comer o que não se quer, ir para um lugar que não se está afim….enfim fazer coisas que desagradam nossa alma, que nosso coração fala em alto e bom tom que não está sintonia com a nossa essência.

    Percebi naquele ano que eu decidira “ficar” no planeta terra. Para isso, ficou claro em mim que deveria haver uma limpeza de corpo e alma e também uma decisão de minha parte de que daquele momento em diante eu teria que ser honesta comigo mesma e minha melhor amiga. “Seguir meu coração” a qualquer custo. Fiz um pacto comigo mesma: SERGUIR-ME.

    Para isso fiz o que foi necessário com a medicina moderna por não conhecer ainda nada da bioenergética. Coisa que só fui conhecer depois de todo o tratamento convencional. Procurei curar o emocional e minha alma. Depois prometi que jamais eu guardaria coisa alguma que não fosse amor e felicidade. Que não iria mais de encontro às minhas falas que ouvira do fundo de meu coração, pois este jamais se enganou. Hoje, sempre estou de ouvidos bem abertos para escutá-lo e segui-lo cegamente, nem que para isso exista “perdas”, mas penso comigo: “o que são todas as perdas em relação a perder a oportunidade de ser feliz aqui e agora, de criar minha filha e ter a oportunidade de, aqui mesmo, nessa encarnação, aprender a me amar e a me escutar?

    Não precisamos adoecer ou passar por uma situação de renascimento físico ou emocional para aprender a escutar nosso coração….ele SEMPRE sabe o melhor p/ nós. Portanto, meu caro, o quanto antes siga-o cegamente e terás mais felicidade em teu coração que já é tão belo. Seu escritório é o próprio planeta terra, isso porque ainda não temos transporte regularmente para outros mundos, pois se tivéssemos, seu escritório seria o universo….

    Peça ao universo que ele te mostre como isso pode ser uma realidade o quanto antes em tua vida e Ele, como sempre, irá te mostrar claramente.

    Estou aqui torcendo muito, muito, muito por vc…a cada texto, a cada frase, a cada palavra que são sempre de boa venturança porque sai diretamente de seu coração, de sua alma.

    Beijo, beijo, beijo,
    Sua fã de carteirinha,
    Janaina Montenegro

  7. Flávia

    Adorei o conteúdo Luis.
    Parabéns pelo blog e, principalmente, pela frequencia com que atualiza.

    Abs

    Flavinha

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