Rio de Janeiro. Sob as estrelas da Via Láctea

 

Por: Equipe Oásis

A beleza dos panoramas que se descortinam no Rio de Janeiro já foi fotografada de todos os ângulos e em todas as situações. Mas esta talvez seja a primeira vez que, na calada da noite, a Cidade Maravilhosa se deixa fotografar sob a luz das incontáveis estrelas da Via Láctea. O autor dessa bela e misteriosa imagem que abre nosso serviço sobre o Rio no momento das Olimpíadas é o fotografo francês Thierry Cohen. Ele conseguiu captar nessa imagem o momento em que as estrelas do mar da Baia da Guanabara tocam as estrelas do céu.

Nestes dias em que correm soltas as Olimpíadas do Rio, as câmeras dos fotógrafos do mundo todo continuam a buscar ângulos ainda inéditos da metrópole carioca. O francês Thierry Cohen arrasou nessa foto, mostrada acima, do Rio sob o manto da Via Láctea.

Mas o que mostraremos a seguir é mais do que uma simples foto. O cineasta californiano Joe Capra filmou em vídeo uma série de aspectos do Rio, e os uniu em seguida em um time-lapse de tirar o fôlego. No vídeo que resultou podemos ver a orla carioca, o bondinho do Pão-de-Açúcar, o Cristo Redentor sobre o Corcovado, as cores das favelas, as luzes noturnas do Rio, as nuvens que se adensam sobre a cidade. Em seu entusiasmo, Capra, no vídeo, inseriu também imagens das Cataratas do Iguaçu. Nada têm a ver com o Rio, mas não estragam nada, apenas acrescentam em beleza e majestade.

Video: Cidade Maravilhosa

 

Doze coisas que você talvez não saiba sobre o Rio de Janeiro

Por fim, selecionamos uma galeria de imagens que ilustram aspectos ainda pouco conhecidos – ou esquecidos – da Cidade Maravilhosa.

1 Ex-capital do Brasil. Neste momento todos os olhares do mundo miram o Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas 2016. Mas quais histórias e segredos esconde essa cidade? Seria impossível conhecer todos os mistérios dessa cidade que foi capital do país até 1960, quando cedeu o lugar a Brasília. Com 6,3 milhões de habitantes, Rio é a segunda cidade brasileira, ficando atrás apenas de São Paulo.

 

2 Um rio que nunca existiu. Os portugueses, que desembarcaram na imensa baia da Guanabara no mês de janeiro de 1502, acreditavam que se tratava da foz de um grande rio. Mas esse rio, na verdade, não existe. Permaneceu no entanto o nome, Rio de Janeiro.

 

3 Cariocas de verdade.  Os habitantes do Rio são chamados “cariocas”. A etimologia do termo é controvertida: alguns dizem que vem de “cari oca”, casa do homem branco, na língua tupi, talvez a referência a uma casa de pedra construída pelos primeiros comerciantes portugueses que se instalaram no local, e que com certeza era muito diferente das ocas dos índios. Mas cari pode também ter origem em um peixe abundante na região, e apreciado pelos indígenas, o acari.

 

 4 As estrelas da bandeira. Poucos sabem que as estrelas presentes na bandeira brasileira representam o céu sobre o Rio de Janeiro na noite de 15 de novembro de 1889, data da proclamação da República do Brasil.

 

5 Um para-raios redentor. Com seus 38 metros de altura, no topo de uma montanha de 710 metros, a estátua do Cristo Redentor, ícone e símbolo maior da Cidade Maravilhosa, é frequentemente vítima de raios devido à sua posição muito elevada. A maior parte dos acidentes não têm maiores consequências e não deixam sinais, mas em 2014 o Cristo perdeu um polegar durante uma tempestade.

 

6 A capital das favelas. No Rio existem cerca de mil favelas, incluindo a Rocinha (na foto), a maior do Brasil. Segundo fontes do governo, na Rocinha estariam aglomerados cerca de 70 mil moradores. Mas estimativas não oficiais dizem que esse número chega a 150 mil. E o Rio, entre tanto charme e beleza que ostenta, é dono também de um recorde não invejável: é, de todas as cidades do mundo, a que tem a proporção mais alta de habitantes de favela entre os seus cidadãos – um de cada cinco, numa população de quase 8 milhões.

 

7 As duas faces do Rio: Favelas e inovações. Estima-se que 24% por moradores do Rio vivam em favelas. A mais antiga favela do Rio, a da Providência, foi fundada em 1897, nos tempos da abolição da escravidão. Uma das mais famosas é a de Santa Marta, onde Michael Jackson gravou o vídeo “They don’t care about us” (Eles não se importam conosco).

Na foto, o belíssimo Museu do Amanhã, recém inaugurado no Rio. Depois da mudança da capital federal para Brasília, no dia 21 de abril de 1960, um período descendente teve início para o Rio de Janeiro. Há apenas alguns anos, quando as condições de segurança melhoraram na antiga capital, muitas empresas retornaram. Hoje, os grupos estrangeiros investem mais no Rio do que em São Paulo, considerada em fase de saturação. O Rio é o centro da indústria petrolífera brasileira que, na zona marítima em frente ao litoral carioca descobriu algumas das mais vastas jazidas de petróleo do mundo. Muitas multinacionais construíram centros de pesquisa hi-tech no Rio, e as universidades cariocas são consideradas entre as melhores do país.

 

08 Rio

8 O panorama mais famoso. Podemos apreciá-lo subindo ao topo do rochedo de granito chamado Pão-de-Açúcar que, a 396 metros de altura, domina toda a cidade. Chega-se ao cume com um bondinho que ficou ainda mais famoso no mundo todo graças a um filme de 007. O teleférico do Pão-de-Açúcar sobe em dois trechos sucessivos. Cada um deles foi construído sem o uso de pilastras suplementares. Por causa do grande comprimento dos trechos, acontece às vezes que os bondinhos comecem a oscilar com a força dos ventos… O medo pode ser grande, mas o perigo é praticamente inexistente.

 

9 Floresta urbana.  O Rio possui a maior floresta urbana do mundo. A Floresta da Tijuca, com 33 quilômetros quadrados de puro verde atlântico, é o resultado de uma iniciativa de reflorestamento levada a cabo pelo Imperador Dom Pedro II. A ideia era justamente a de resgatar a forma natural de uma imensa área que fora destruída para dar lugar a fazendas de café, de modo a se evitar a erosão das colinas que circundam a cidade.

 

10 O carnaval do Rio. A cidade explode de energia durante os cinco dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas, quando milhões saem às ruas para brincar no maior carnaval do mundo. A festa começa na sexta-feira, quando o prefeito entrega as chaves da cidade a um cidadão coroado como Rei Momo, que agirá como chefe e guardião simbólico dos festejos. A festa chega a seu ápice no Sambódromo, quando as melhores escolas de samba do país competem pelo primeiro prêmio. Os resultados são anunciados na Quarta-feira de Cinzas, e o anúncio assinala também que o carnaval daquele ano terminou oficialmente.

 

11 Capital LGBT. Segundo sondagem realizada em 2008 pela Universidade de São Paulo, 19,3% da população carioca classifica a si mesma como “não heterossexual”. Isso faz do Rio de Janeiro a capital LGBT da América do Sul, e talvez do mundo todo. Embora, como comentou recentemente o New York Times, o Rio enfrenta e continuará enfrentando uma série de crimes de natureza homofóbica.

 

12 Só danço samba. Trazido ao Brasil pelos escravos africanos, o samba é a representação musical dominante no Rio de Janeiro, como em todo o Brasil. A palavra samba também tem origem controversa. Alguns acreditam que ela deriva de um termo africano bantu que significa “rezar”. Outros de uma palavra angolana que significa “rebolar”. Outros ainda dizem que ela vem de um termo ioruba que designa as moças jovens que, numa casa, se ocupam de tarefas mais leves como servir a mesa, etc.

 

13 O Parque Olímpico. Idealizado e construído para sediar as Olimpíadas Rio 2016 já se transformou num dos ícones simbólicos da cidade.

Rio Ipanema

14 A praia da garota. Ipanema, com Copacabana, é outro ícone simbólico do Rio de Janeiro. Não à toa Gisele Bundchen desfilou na abertura das Olimpíadas ao som da célebre música de Tom e Vinicius.

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