7 DE AGOSTO – comentários do Bola

Meu velho amigo, o astrólogo Antonio Carlos Bola Harres, que hoje mora no Rio, enviou um comentário que acho oportuno repassar. Ele examina o significado da importante configuração planetária que caracteriza o céu astrológico nos dias atuais, culminando com o grande quadrado na metade do mês de agosto. Quem quiser continuar o papo com o Bola pode dar um clique no blog dele: www.alobola.com.br
“Luis, há uma possibilidade alternativa: as grandes transformações na história ocorreram em compasso (e não por causa ) com grandes aglomerados planetários, quando a maioria dos planetas acumulam-se em uma estreita área do zodíaco em ciclos de aproximadamente 500 anos. Isso ocorreu, por exemplo, em torno da época da peste negra, do Renascimento, da criação dos tipos móveis para impressão de livros e das grandes navegações. Em torno do final da década de 70 e início de 80 tivemos a Aids que revolucionou a sexualidade de forma única na história, o desenvolvimento da tecnologia da informática e das telecomunicações bem como as conquistas espaciais, com fotos dos planetas mais distantes, equivalentes às conquistas das grandes navegações. As grandes quadraturas astrológicas como a de agosto, simbolizam mudanças dentro de situações já existentes e a eclosão de crises que já se achavam latentes. Um exemplo é o eclipse de 11 de agosto de 1999, antevisto por Nostradamus e acompanhado de aspectos tb simbólicamente extremos como o de agosto próximo. O que decorreu foi o retorno dos velhos conflitos entre Ocidente e Oriente, do cristianismo e do islamismo e da elevação das tensões pelas ameaças do terrorismo. E assim como ocorreu em 1999, quando se supõe que Bin Laden iniciou os treinamentos da Al Kaida para perpetrar o atentado contra as torres gêmeas, é possível que nada aconteça de expressivo, mas que ali alguma semente seja plantada, movida por antigas pulsões de destruição. Estou a ponto de admitir que uma certa quantidade de violência é impossível de ser evitada, e talvez ela seja até mesmo necessária. A natureza não tem ética, nem moral, nem qualquer senso de justiça. Quando interpretamos símbolos de forças de tal magnitude, corremos o risco de as estar lançando sobre continentes incapazes de conter tais conteúdos. E também o risco de estarmos buscando neles algum tipo de lenitivo, de forma a tornar os efeitos das transformações suportáveis. Somos produtos da natureza. Talvez, coletivamente, tenhamos alcançado uma centelha da consciência dela mesma e com isso compreendido algumas de suas leis e criado linguagem e teconologia para minimamente controlá-la e nos tornarmos uma espécie relativamente bem sucedida. Por isso, a mesma ira presente nas erupções vulcânicas, nos sismos, nos furacões, nas impactos de cometas e asteróides pulverizando planetas, em estrelas explodindo em supernovas e galáxias devorando-se entre si, tem de estar presente e ciclamente ativa na espécie humana. Perdoe-me esta longa digressão, são mais reflexões do que conclusões, que espero possam lançar um olhar alternativo sobre estes símbolos. Um grande abraço e admiração do seu amigo de sempre, Bola.”

Comentários

comentários

Comente