BICHOS X HOMEM ANIMAL

 

De que lado você está quando se trata da relação entre nós, humanos, e as demais criaturas vivas, os assim chamados “animais irracionais”?

Será você um animalista de carteirinha, daqueles que preferem a comida vegetariana e acreditam que a vida animal tem de ser defendida e preservada com a mesma determinação com a qual nos batemos pela vida humana? Ou será que você joga no outro time, o daqueles que acham que o homem deve ocupar-se apenas ou quase apenas do futuro da própria espécie, e que os outros seres vivos podem e devem ser utilizados e inclusive sacrificados para o bem do homem?

No passado, provavelmente por causa da falta de alternativas, o homem foi levado a explorar os animais para o próprio sustento. Por exemplo, nos trabalhos do campo, para arar a terra, moer o grão, transportar os alimentos, a única ajuda tinha de vir do próprio rebanho, que representava, inclusive, uma forma importante de riqueza. Além disso, não existiam formas de contestação que pudessem contrastar essas posturas. A própria religião cristão, majoritária em nossa civilização, permitia ao homem o livre desfrute dos animais graças a uma interpretação literal de certas passagens do Gênesis como a que diz “desfrutem dos peixes do mar e dos pássaros do céu e de quaisquer outros seres vivos que se arrastam sobre a terra”.

Hoje, com a melhor qualidade de vida e com a introdução de maquinários no setor produtivo, já não existe a necessidade de usar animais para uma série de labores. Surgiram, no entanto, outras atividades que demandam a utilização, de maneira diferente, dos recursos que os animais podem nos oferecer, como as cobaias de laboratório, os ovos de galinha para a produção da vacina antigripal, etc. Se, por um lado, é preciso reconhecer que algumas dessas atividades são indispensáveis para o normal prosseguimento da vida do homem, por outro permanece bárbaro e injustificável o desfrute dos animais apenas para satisfazer o prazer egoísta daqueles que adoram ver bichinhos presos na gaiola, se deliciam com os morticínios da caça ou se cobrem de peles verdadeiras por pura vaidade.

Para combater esse tipo de abuso, em muitas pessoas surgiu o desejo de preservar e defender a vida dos animais. Cada vez mais, eles são considerados seres com os nossos mesmos direitos de viver em paz. Com efeito, está mais do que provado que um abate maciço e descontrolado de animais, sobretudo os da fauna silvestre, causa o desequilíbrio dos ecossistemas, com graves repercussões sobre o ambiente onde todos nós, homens e animais, vivemos. Assim sendo, não apenas por óbvias razões éticas e morais, mas também para garantir a nossa própria segurança e o futuro das próximas gerações, é um grave erro destruir e fazer sofrer os animais (da mesma forma que as plantas). Deve-se, no entanto, discutir melhor as formas extremas de contestação: em muitos lugares do mundo, uma correta alimentação demanda a absorção de certas substâncias presentes apenas na carne. A própria observação da natureza faz concluir que a “utilização” dos animais para a sobrevivência é um fenômeno natural indispensável para a manutenção e o desenvolvimento da vida de todos os seres, inclusive os humanos. Aqui, como em todas as coisas, a melhor posição é a da equidade. Se, de um lado, é justo salvaguardar os outros seres vivos, é também necessário, para garantir a sua sobrevivência, que o homem recorra a atividades que infelizmente podem prejudicar a vida dos animais.

Ana Júlia e Júpiter trocam beijinhos

Leão beijoqueiro

Quando Júpiter vê Ana Júlia passar, não perde a chance: tasca-lhe logo um abraço apertado e um beijo estalado. É o modo desse leão mostrar gratidão à sua salvadora e o afeto que sente por ela. A Colombiana Ana Júlia Torres, há dez anos, o libertou de um circo onde era maltratado. O felino, desde então, vive cercado de mil cuidados. É tratado a pão-de-ló num centro de recuperação de animais em dificuldades fundado por Ana Júlia na cidade de Cali, Colômbia. Com ele estão também um elefante mutilado, um macaco cego, um papagaio com as penas queimadas pelo fogo e numerosos animais desnutridos. No total, são mais de 800 exemplares.

 (http://www.youtube.com/watch?v=HzLtHIR_gYs)

 

 

Soneca, o gato que boceja, vive agora tranquilo com sua nova dona

Gatófila chinesa

Ding Shiyang, velhinha chinesa muito generosa, acolheu em sua casa esse bichano abandonado. Por motivos óbvios, como mostra a foto, ele atende pelo nome de Soneca. Além dele, ela hospeda em seu apartamento de Pequim outros 200 cães e gatos abandonados. 
Soneca correu o sério risco de ser capturado pelas autoridades sanitárias chinesas que, pouco antes das Olimpíadas, decidiram retirar das ruas da capital todos os animais soltos. Usando métodos espartanos que inclusive já foram recentemente denunciados no site Timesonline, a campanha de “limpeza” não parou depois dos jogos. Parece que milhares de animais continuam sendo recolhidos, amontoados no interior de jaulas minúsculas e transportados para canis públicos onde são abandonados até morrer de inanição. O sortudo Soneca escapou, e agora pode bocejar à vontade na casa da vovó Ding Shiyang. 

 

Zhao Jing deixa a tarântula passear em seu rosto

Cafuné de tarântula

O que você prefere: os agrados de uma garota carinhosa ou o toque felpudo de uma aranha cheia de pêlos? Zhao Jing, chinês de 26 anos, já escolheu. Prefere a caranguejeira com a qual divide um apartamento alugado na cidade de Wuhan, China. E eles não estão sozinhos: na casa vivem também escorpiões, serpentes boa, iguanas e outros lagartos. A proprietária da casa não está nada contente e já tentou, sem sucesso, reaver as chaves. Quem salvou Zhao e seus amiguinhos do despejo foram os vizinhos que declararam à polícia terem se afeiçoado aos insólitos animais de companhia. 

 

Ada Barak adora quando as serpen tes passeiam sobre seu corpo.

Massagem de cobra

Precisa de uma boa massagem? Deixe de lado os cremes e os óleos de bergamota e cardamomo. A última moda é deixar que serpentes de tamanho pequeno e médio passeiam pelo seu corpo. 
Claro, é preciso de acostumar aos corpinhos frios dos ofídios e à sensação literalmente arrepiante de sentir uma serpente – mesmo ela sendo não venenosa – deslizar sobre a própria pele. Mas quem provou jura que se trata de um remédio infalível contra o estresse: a ligeira pressão das serpentes teria o poder de distender os músculos, regenerando o corpo e a mente. 
Quem inventou tudo é a esteticista Ada Barak, proprietária di um SPA em Israel. Cada sessão de relax com as cobrinhas custa cerca de R$ 120,00. Alguém se interessa?

http://www.youtube.com/watch?v=TK3sVw3dsL4

O tratador Andi |Fries faz um gesto, a elefanta o repete.

Ginástica pré-natal

Durante a gravidez, sabe-se muito bem, é preciso manter a boa forma física. Sobretudo quando a gestação dura um ano e meio e a futura mamãe – barrigão excluído – pesa três toneladas! Por isso Panang, elefanta asiática (Elephas maximus) hóspede do Tierpark Hellabrunn Zoo, de Munique, Alemanha, seguiu com atenção todas as lições de Andi Fries, seu instrutor de ginástica pré-natal. Tantos cuidados ganharam um belo prêmio: em dezembro último, Panang deu à luz, sem grandes dificuldades, ao elefantinho Jamuna Toni, de “apenas” 112 quilos!

 

 

No zoo de Istambul, a morsa Sara imita os gestos do seu tratador, o russo Sergyi

Morsa musical

Sara é uma das poucas morsas em cativeiro em todo o mundo. Ela é a grande estrela do delfinário do zoo de Istambul, Turquia. Enorme, com seus bigodões em ponta, Sara possui um infalível ouvido musical. Além de posar cheia de glamour para os fotógrafos, ela é capaz de tocar o saxofone. Na verdade, ela finge que sabe tocar, mas o efeito na platéia é sempre arrasador. Na foto, Sara posa com seu treinador, com quem, às vezes, dança um tango. Aparentemente, ela não sente falta do gelo e das águas glaciais do Oceano Ártico, onde vive a maior parte dos seus semelhantes.

 

O cãozinho Conan parece rezar junto ao monge Shuri Kannondo

Conan, o budista

Patinhas juntas em sinal de oração. Esse cãozinho devoto se chama Conan e vive no mosteiro zen budista Shuri Kannondo, na cidade de Naha, no Japão. Dizem que aprendeu a “rezar” imitando o seu dono, o monge Joei Yoshikuni. 
A religião budista prega o máximo respeito por todos os animais. Uma lenda narra que, quando Buda morreu, todos os animais se recolheram em sinal de tristeza e devoção. Os únicos a não faze-lo foram os gatos e as serpentes, que desprezaram o Buda e por isso atraíram a ira dos budistas. Mas trata-se de pura lenda. Na realidade os gatos sempre foram muito amados no Japão, porque caçavam os ratos que ameaçavam as fazendas de criação do bicho da seda.  

 

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